Reforma da previdencia?

Depois de liberar R$ 4 milhões à RSX Informática LTDA, do total de um contrato de R$ 8,8 milhões para a compra de um programa de software, sem obter nenhum serviço em troca, o presidente do INSS, Francisco Lopes, admitiu ter autorizado o gasto milionário sem sequer verificar a procedência empresa. No cenário encontrado pelo GLOBO, engradados de água mineral divide as prateleiras com garrafas de vinho enquanto uma funcionária se reveza entre o atendimento do telefone e a organização do pequeno estoque de rótulos de tintos numa acanhada sala comercial, no térreo de um prédio residencial, em Brasília. Sem capacidade para tocar qualquer dos contratos que já conquistou no governo – como um dos sócios admite –, a empresa faturou nos últimos anos cerca de R$ 10 milhões sem produzir um bit de informação.

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A RSX Informática tem apenas dois funcionários – a mulher do estoque de vinhos e um técnico de informática – e está muito longe de possuir a capacidade operacional exigida pelo governo para honrar seus contratos. Para ganhar contratos no governo, ela vem se valendo de um “atestado de capacidade técnica” expedido pelo Ministério do Trabalho, segundo o qual, ela teria desenvolvido 66 produtos ao órgão. Procurado, o órgão não quis comentar os critérios utilizados para emitir o documento.