Tentando somar forças

O MDB reuniu na manhã desta segunda-feira (04) todos os partidos da base governista para convencê-los a se unirem e pressionar o governador Wellington Dias a cobrar do PT que aceite a formação de um chapão para a disputa das eleições proporcionais. Não foi uma atitude sensata da parte dos dirigentes peemedebistas somar forças para forçar o PT a aceitar uma aliança que o partido não quer. Em vez de buscar poder de pressão, o MDB poderia reunir os partidos e propor uma aliança entre eles e deixar o PT fora.

Assim como o MDB, os partidos que atenderam ao chamado do presidente regional do partido Marcelo Castro estão buscando se escorar no PT para garantir as legendas que seus deputados precisam para continuarem na Assembléia. A resistência do PT tem razão de ser e alguns parlamentares desses partidos até reconhecem estarem os petistas adotando atitude justificável. Ainda assim, precisam da soma das legendas do partido governista para não correrem risco no resultado final da apuração.

Em entrevista a um canal de TV, onde as perguntas eram fáceis, o deputado Marcelo Castro tentava convencer quem o ouvia que o chapão não traz prejuízos para o PT e até fazia contas de um resultado final em que essa coligação elegeria dois deputados a mais do que se o PT fosse com chapa pura. Ora, eleição proporcional, o nome já está dizendo, não é resultado concreto embora. A minirreforma aprovada no ano passado muda o critério da conquista de cadeiras através da sobra de sufrágios.

Mesmo que a pressão seja em cima do governador para que confronte o seu partido e o faça recuar, Marcelo Castro não quis entrar na questão se a palavra final sobre a coligação para deputado seria de Wellington Dias. Não é. Mesmo que consiga convencer o partido a recuar, os petistas que defendem a chapa pura podem recorrer à direção nacional para reverter. E a direção nacional, que está com a estratégia de ampliar suas bancadas nos parlamentos com certeza desapontará o governador.

Como disse a senadora Regina Sousa durante a viagem com os trens VLTs, a posição do governador não é confortável diante da cobrança dos aliados para que a coligação seja em todos os níveis. De fato, Dias está sendo pressionado de todos os lados. De um lado ele tem os aliados e do outro o próprio PT. A razão porém está do lado dos petistas, uma vez que eles só terão direito a uma vaga na chapa majoritária, como querem os aliados, e na chapa proporcional mais um sacrifício querem impor aos petistas.

Daqui a 1 mês os partidos começam os preparativos para a realização das convenções que irão homologar candidaturas e alianças. Todos querem chegar na data de realizar as suas já com a definição sobre as coligações, a fim de que possam orientar seus delegados como votar. Uma coisa é certa: qualquer que venha a ser a definição sobre a formação das coligações é pouco provável que o governo venha a sofrer baixas em sua aliança. Sem aliança proporcional ou indicação de cargos chapa majoritária não serão motivos para debandada.