Disbiose intestinal

O intestino é o segundo maior órgão secretor de neurotransmissores

Vocês sabiam que quase 1,5kg de nosso peso corporal é proveniente das bactérias que habitam nosso intestino?

Foto: Reprodução Internet
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O intestino é o segundo maior órgão secretor de neurotransmissores perdendo apenas para o cérebro, por isso é considerado nosso segundo cérebro.

O termo disbiose descreve a presença de bactérias patogênicas no intestino, consequentemente, a microbiota produz efeitos nocivos principalmente pela mudança qualitativa e quantitativa da própria microbiota intestinal. Muitas pessoas apresentam disbiose, mas na maioria das vezes não sabem.  Dentro da avaliação do processo alimentar, a eficaz absorção nutricional pode ser alterada devido aos desequilíbrios, como má absorção, interação fármaco-nutriente, alterações na permeabilidade da mucosa e, consequente, um desequilíbrio da microbiota intestinal.

A disbiose intestinal ainda pode ser relacionada com outras patologias, tais como a obesidade, visto que, o aumento da permeabilidade intestinal e a síndrome do intestino irritável em que há desarmonia da flora intestinal pode vir a impedir as funções normais do cólon, havendo uma vulnerabilidade da saúde do indivíduo.  A dieta é rela­tada como a principal influência envolvida entre a microbiota e a obesidade. Escolhas alimentares erradas (excesso de açúcar/ carboidratos refinados) alteram o microbioma intestinal prevalecendo bactérias patogênicas e, secundariamente, levando a obesidade. Faz-se necessário a colonização de bactérias benéficas para digerir e absorver os nutrientes da dieta.

A prevalência de disbiose intestinal em indivíduos obesos já foi constatada em diversas publicações científicas. O que alguns pesquisadores tentam agora é avaliar uma possível modificação do microbioma com o uso de probióticos, revertendo a relação de bactérias maléficas x benéficas, e, com isso, usar cepas de Lactobacillus para auxiliar na redução de peso.

Cuidar da flora intestinal é requisito básico para qualquer tratamento. Obesidade, imunidade, depressão, diabetes, intolerâncias alimentares e diversas outras doenças podem melhorar com nutrição adequada do intestino.

A ingesta do alimento não garante que seus respectivos nutrientes estarão totalmente biodisponíveis para serem utilizados por nosso organismo. Devem existir condições químicas, bioquímicas e fisiológicas adequadas para que ele possa ser degradado e utilizado. A presença ou ausência de um nutriente essencial pode afetar a disponibilidade, absorção, metabolismo ou necessidades dietéticas de outros devido interações que desempenham.

Também é necessário que os produtos que não serão utilizados pelo organismo sejam excretados, assim como as substâncias tóxicas que possam ter sido ingeridas junto com os mesmos. Se uma dessas etapas não funcionar satisfatoriamente, o corpo apresentará carências nutricionais e funcionais. Numa próxima conversa falaremos sobre probióticos e como eles podem nos ajudar a manter nossa microbiota saudável.

Até breve !