Grupo D da Copa do Mundo: puro carisma, Messi e Copa sem Maradona

Saiba mais sobre Argentina e Islândia e como elas chegam para essa partida

O confronto do dia 16 de junho será entre Argentina e Islândia. O confronto inédito será em Spartak, às 10h da manhã, horário de Brasília.

Ambas equipes estão no grupo D, junto a Croácia e Nigéria, sendo a Argentina favorita do grupo. Por isso, a Islândia tem chance de em sua primeira Copa do Mundo, passar da primeira fase. E o que esperar da Argentina? O time com título e muita história no futebol mundial quer provar seu valor em 2018.

Por isso, o jogo entre as duas seleções pode sim ser um dos grandes jogos da primeira rodada.  Pelo menos torcida carismática e um campo muito azul e branco nos teremos.

Argentina:

(Foto: facebook oficial AFA)
(Foto: facebook oficial AFA)

A atual vice-campeã Mundial pode mais uma vez chegar a final da competição. Nas eliminatórias, a seleção se classificou em um terceiro lugar no grupo. No último jogo para classificação, brilhou a estrela de Lionel Messi, que marcou três vezes contra os equatorianos.

E talvez seja esse o protagonismo esperado dos argentinos, e do futebol como todo, de Lionel Messi. Principal jogador dessa seleção tem 61 gols e 123 convocações. Mas para chegar ao seu terceiro título da Copa do Mundo, a Argentina precisa ir muito além de Messi. Aguero e Iguain são figurinhas já carimbadas nessa seleção e fortes nomes desse time. Na defesa, Otamendi reina absoluto. A Argentina vem para sua decima sétima Copa do Mundo.

História em Copa do Mundo:

“Maradona es más grande que Pelé”. A canção que ganhou grande repercussão na Copa de 2014, no Brasil, quando a Argentina foi a final da competição, destaca um dos grandes ídolos dos argentinos.

A seleção que já foi cinco vezes finalista em Mundiais com certeza tem muita história para contar. E com dois títulos na bagagem, as décadas de 70 e 80 entraram para história do futebol argentino.

Logo em seu primeiro Mundial, a Argentina foi finalista contra o Uruguai. Não levou o título, mas mostrou a força do futebol Sul Americano. Nos anos de 1934, 1958, 1962 e 2002, os argentinos foram eliminados logo na primeira fase.

Mas em outras 11 participações, a Argentina fez melhor. Em 1966 depois de uma longa sequência de não participações e eliminação logo na primeira fase, a Argentina chegou às quartas. Em 1974 foi eliminado na segunda fase. Até que em 1978, a Argentina sediou seu primeiro e único mundial em casa.

 

E o primeiro título argentino aconteceu com polêmicas. Na época, o país passava por problemas políticos e o viva um recente golpe de estado. Junto a isso, o clima de instabilidade do país era notório. Omar Carlos Actis era presidente da EAM, órgão criado para organização da Copa do Mundo, foi assassinado. Além disso, o governo gastava milhões em obras e não se sabia para onde o dinheiro ia.

Fora todos os estragos políticos, a seleção tinha um elenco forte. Com criatividade, boa defesa e bom ataque, o time comandado por César Menotti, caiu no grupo com Itália, França e Hungria. Bertoni, Luque e Kempes eram os principais nomes dessa linha de frente.

Aquela Copa contava com 16 equipes. Na segunda fase, a Argentina caiu no grupo B com Polônia, Peru e Brasil. No primeiro jogo a Argentina venceu a Polônia por 2 a 0 com dois gols de Kempes. O confronto seguinte seria contra o Brasil. Ambas seleções precisavam vencer. E o jogo teve de tudo. 51 faltas, cotoveladas e pontapés, além de divididas duras. A definição ficou para o ultimo jogo já que os dois times saíram de campo com um empate sem gols.

Foi na última rodada que surgiram as polêmicas. Brasil jogou contra Polônia. A Argentina jogaria contra o Peru após o jogo do Brasil. O Brasil venceu a Polônia. A Argentina venceu o Peru por 6 a 0. O resultado classificou o a Argentina que precisava vencer por mais de 4 gols para que o Brasil não ficasse em primeiro do grupo e seguisse para a final. O Peru era o time que vinha forte e por isso o resultado foi inesperado.

As teorias conspiratórias afirmaram que o resultado em campo fora conseguido através de suborno do ditador Videla aos peruanos. Além disso, o goleiro peruano Quiroga, argentino de nascimento, foi acusado de aceitar levar gols pela Argentina. Mesmo com as teorias, a Argentina foi a final e venceu a Holanda por 3 a 1.

Maradona em 1982
Maradona em 1982

Após o título, a Argentina conquistaria seu bicampeonato em 1982. Dessa vez a seleção teria seu maior ídolo: Diego Maradona. Sob os comandos de Carlos Bilardo, a Argentina de 82 chegou lá.  Quase invicta: venceu cinco dos seis jogos que disputou. “A mão de Deus” foi à marca de Maradona. Mas a estrela dele era maior e o argentino carregou o time para o título. Na final bateu a rival Alemanha e pode levantar a taça mais uma vez.

Mais uma final em 1990 e na sequencia voltaria a estar na final em 2014, no Brasil. Mesmo com títulos contestados, nos dois títulos que conquistou a Argentina não deixou de apresentar um bom futebol com a presença de craques. Além disso, o estilo argentino ficou conhecido pelo mundo todo e hoje a seleção é uma das forças da América do Sul.

*** Com informações de Imortais do Futebol

Islândia:

Com uma população com cerca de 350 mil habitantes, a Islândia chega ao seu primeiro Mundial com uma certa dificuldade de fechar o elenco. O menor país da Copa do Mundo vai muito além das dimensões territoriais. O carisma da seleção irlandesa sem duvida será uma arma. A torcida dos viking com certeza será algo que chamará a atenção no mundial devido a sua energia e caracterização.

Seleção islandesa comemora a classificação para a Copa do Mundo (Foto: AFP)
Seleção islandesa comemora a classificação para a Copa do Mundo (Foto: AFP)

E se fora das quatro linhas a nação irlandesa vem cheia de orgulho para esse Mundial, dentro de campo a união do time é um forte. Além disso, o time tem sua força na raça e de um comando estável. Heimir Hallgrímsson é o atual treinador e também atua como dentista. O islandês foi assistente do sueco Lars Lagerbäck na seleção por dois anos e depois dividiu o comando da seleção. Após a Euro de 2016 assumiu o comando da equipe.

Gylfi Sigurðsson é um dos destaques individuais dessa equipe. O meia que atua no Everton da Inglaterra é uma forte referência desse time. Já Gunnarson é uma forte arma desse time pelas laterais. Ambos atuam no futebol inglês. A seleção não possui uma grande rotatividade em seu elenco e foi difícil fechar a lista com seus 23. Oito titulares iniciaram pelo menos sete das dez partidas nas eliminatórias.

Como a Islândia chegou até aqui?

Por ter pela primeira vez conseguido classificação para a Copa do Mundo, a Islândia começou a escrever sua história na Copa bem antes de 2018. Foi há dezoito anos quando um projeto para desafiar o frio e as condições da região começou a ser implantado para o desenvolvimento da modalidade. Cansada de ser saco de pancada em participações na Euro, o país investiu em galpões com campo de futebol de tamanhos reais. Foram construídos 179 campos no país em espações abertos e fechados, um campo de futebol para 1.800 habitantes e capacitação de treinadores. Hoje a Islândia tem um técnico capacitado para cada 360 cidadãos.

Em 2016, a seleção surpreendeu quando no primeiro jogo da Euro segurou Portugal, que se tornaria campeão, com empate em 1 a 1. O maior feito dessa seleção na competição foi a vitória de virada nas oitavas contra a favorita Inglaterra. Nas quartas o time acabou eliminada pela França. Mesmo assim, a seleção da Islândia já tinha deixado sua marca.

História em Copa do Mundo:

Começa a ser escrita no dia 16 de junho de 2018...

 

 

*** Com informações de UOL