Piauí ocupa 7º lugar entre os estados com maior risco de mortes de adolescentes no Brasil

Na primeira posição está o Ceará

O Piauí é o 7º estado com maior risco de homicídios de adolescentes do Brasil, segundo levantamento do Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), divulgado nesta quarta-feira (11), pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) referente ao ano de 2014. 

De acordo com a pesquisa, o estado piauiense alcançou índice de 5,57 sobre mortes de adolescentes para cada grupo de mil pessoas. O levantamento analisa os homicídios de adolescentes de 12 a 18 anos nos 300 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes em 2014. O Ceará ocupa o primeiro lugar com IHA  de 8,71.

Foto: Reprodução/ IHA
Foto: Reprodução/ IHA

Os assassinatos dos adolescentes aconteceram principalmente na região Nordeste, atingindo, majoritariamente, meninos negros, o que representa um índice de IHA de 6,5.

"O que temos visto hoje no Brasil é que a falta de oportunidades tem determinado cruelmente a vida de muitos adolescentes. Enquanto o Brasil nas últimas décadas conseguiu reduzir a mortalidade infantil significativamente, o número de mortes entre os adolescentes cresceu de uma maneira alarmante. É primordial que o País valorize melhor a segunda década de vida e dê à adolescência a importância que ela merece", afirma Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil.

Das dez capitais mais violentas para um adolescente, sete estão na Região Nordeste. Teresina possui um IHA de 6,59 de mortes de adolescentes para cada grupo de mil pessoas. Fortaleza tem o maior IHA, com 10,94 homicídios para cada grupo de mil adolescentes, seguida por Maceió (9,37).

Reprodução/ IHA
Reprodução/ IHA

O cálculo dos riscos relativos atesta a influência de sexo, cor, idade e meio utilizado no homicídio na probabilidade de um adolescente ser vítima de violência letal. No Brasil, em 2014, os adolescentes do sexo masculino tinham um risco 13,52 vezes superior ao das adolescentes do sexo feminino, e os adolescentes negros, um risco 2,88 vezes superior ao dos brancos. O risco de ser morto por arma de fogo é 6,11 vezes maior do que por outros meios.

Sobre IHA 

O Índice de Homicídios na Adolescência é elaborado em parceria entre o UNICEF, o Ministério dos Direitos Humanos (MDH), o Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV-Uerj). Com o monitoramento dos homicídios por meio do IHA, o UNICEF e seus parceiros pretendem apoiar o planejamento e a avaliação de políticas públicas, tanto municipais quanto estaduais e federais, para enfrentar o problema e salvar a vida dos adolescentes.

Mais lidas nesse momento