Disque-denúncia recebeu 27 ligações sobre morte de Marielle e Anderson até domingo

Órgão pede à população que continue denunciando.

O disque-denúncia recebeu, até o fim da noite de domingo (18), 27 denúncias sobre a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Pedro Gomes. Um cartaz pedindo informações sobre o caso foi divulgado na quinta-feira (15), dia seguinte ao crime. O órgão pede à população que continue denunciando.

Disque-denúncia lança cartaz para pessoas fazerem denúncias sobre a morte de Marielle e Anderson (Foto: Divulgação)
Disque-denúncia lança cartaz para pessoas fazerem denúncias sobre a morte de Marielle e Anderson (Foto: Divulgação)

A vereadora foi morta a tiros dentro de um carro na Rua Joaquim Palhares, no Estácio, por volta das 21h30 de quarta (14). Anderson também foi baleado e morreu. Uma outra passageira, assessora de Marielle, foi atingida por estilhaços. A principal linha de investigação da Delegacia de Homicídios é execução.

Segundo a polícia, bandidos em um carro emparelharam ao lado do veículo onde estava a vereadora e fizeram 13 disparos – quatro atingiram o vidro, e nove, a lataria. Marielle morreu com quatro tiros na cabeça. Anderson foi atingido por três disparos nas costas.

O disque-denúncia recebe qualquer informação sobre a identificação e localização dos assassinos pelos seguintes canais: Whatsapp ou Telegram do Portal dos Procurados: (21) 98849-6099; Central de Atendimento: (21) 2253-1177; por meio de mensagem no Facebook ou pelo aplicativo Disque Denúncia RJ.

Perseguição

A polícia acredita que os assassinos seguiram o carro onde estava a vereadora desde o momento em que ela saiu de um evento na Lapa, no Centro do Rio. Ela pode ter sido perseguida por cerca de 4 km.

Além de um Cobalt com placa de Nova Iguaçu, um segundo carro teria perseguido o veículo da vereadora durante quase todo o percurso.

Marielle deixou uma filha de 20 anos e uma companheira. Neste domingo (18), a arquiteta Monica Tereza Benício concedeu entrevista ao Fantástico e disse que ainda tenta aceitar a perda de sua companheira, com quem vivia há 12 anos.

Segundo Monica, Marielle estava feliz e despreocupada e não falava em ameaças ou se sentia em risco. As duas planejavam se casar em setembro do ano que vem e já tinham começado, aos poucos, os preparativos.

Desde quinta-feira, vários protestos aconteceram no Rio e por todo o país cobrando rigor na apuração do crime. Na quinta, uma multidão tomou conta da praça na Cinelândia durante um ato ecumênico.

Após breve velório na Camara de Vereadores, os corpos de Marielle e Anderson foram sepultados às 16h.

Na sexta (16), um protesto levou muitas pessoas às escadarias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

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