Planalto admite base menor desde que mais ativa na defesa de Temer

Diante da sangria do governo, com o enfraquecimento político de Michel Temer nos últimos dias, o Palácio do Planalto decidiu mudar a relação com os aliados: admite uma base menor desde que mais ativa na defesa do presidente.

Há forte preocupação no núcleo palaciano com a agenda negativa do governo: a quebra do sigilo bancário de Temer pelo Supremo; a quebra dos sigilos telefônicos de aliados; e o fato do presidente ter sido incluído no inquérito da Odebrecht na Lava Jato.

O presidente Michel Temer (Foto: Divulgação/André Dusek/Estadão)
O presidente Michel Temer (Foto: Divulgação/André Dusek/Estadão)

Por isso, o governo admite trabalhar com uma base aliada mais reduzida, mas bem mais fiel. Em troca, o governo vai concentrar emendas, cargos e até mesmo a reforma ministerial para o grupo que se mostrar mais leal ao presidente.

A avaliação no Planalto é que o governo não precisa mais aqueles 308 votos de quórum constitucional para aprovar a reforma da Previdência.

Diante disso, a estratégia é abrir mão de alguns aliados e até mesmo de partidos que já namoram com outras candidaturas, como o PSD, ou mesmo com candidatura própria como o DEM.

"Quem é aliado tem que defender o governo. E por isso, será recompensado. Mas não adiante ter um base extremamente numerosa, mas sem qualquer lealdade", disse ao blog um auxiliar de Temer.